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 Temas relevantes abrem 8ª edição do Curso Ética em Movimento, em Manaus


  16/08/2019



 

Os desafios dos assistentes sociais no atual contexto político do Brasil e as responsabilidades no exercício da profissão conduziram os debates da abertura da 8ª edição do Curso Ética em Movimento, nesta sexta-feira (16), na Escola do Legislativo Senador José Lindoso, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O primeiro dia do evento, organizado pelo Conselho Regional de Serviço Social do Amazonas (CRESS 15ª Região/AM), foi divido em dois módulos: ‘Ética e História’ e ‘Ética e Trabalho Profissional’, entre os períodos da manhã e da tarde.

 

Ministrado pela conselheira e coordenadora da Comissão de Registro e Inscrição (CRI) do CRESS do Amazonas, Silvânia Queiroz, o curso reuniu profissionais da área com a meta de debater e refletir criticamente sobre os fundamentos ético-políticos da práxis profissional dos/as assistentes sociais do Projeto Ético-Político e da defesa dos direitos humanos. Tudo conforme as temáticas do Conjunto CFESS-CRESS mostradas na 16ª edição do Curso de Capacitação para Agentes Multiplicadores/as do Ética em Movimento, em novembro de 2018.

 

E após uma dinâmica entre os/as participantes sobre os pontos positivos e negativos que afetam a atuação profissional dos/as assistentes sociais, o Módulo 1: Ética e História iniciou oficialmente o curso, na parte da manhã. “A ética está em um constante processo de construção. No caso da nossa ética profissional, vai se construindo com diversos elementos que se conectam com dificuldades. É uma construção que vai e volta e através de elementos que são tão inerentes e internos à nossa profissão, quanto são externos”, explicou Silvânia.

 

 

As influências do processo sócio histórico na formação da profissão de assistente social e, consequentemente, na conduta ética da categoria também foram esmiuçadas. “Independente do campo de atuação em que estamos, ou de estar ou não no mercado de trabalhos, nós somos assistentes sociais. E enquanto assistentes sociais nós temos um compromisso ético-político e uma direção social que nos une como categoria”, afirmou a conselheira do CRESS/AM.

 

Silvânia também trouxe questionamentos sobre os impactos sofridos pelos assistentes sociais como agentes políticos após a eleição de um candidato de extrema direita à presidência da República (Jair Bolsonaro-PSL), em outubro do ano passado. Ela destacou ainda como o movimento de conservadorismo no Brasil se fortaleceu na figura de Bolsonaro e explicou o posicionamento a ser assumido pelos/as assistentes sociais.

 

“Qual é o nosso lugar agora (em um governo de extrema direita)? O serviço social, inclusive, apoia o pluralismo de ideias. As Eleições de 2018 foram um período marcante no Brasil em que as relações sociais se polarizaram”, analisou.

 

 

E as preocupações e angústias dos profissionais de serviço social presentes no Curso Ética em Movimento eram visíveis diante do retrocesso ideológico de parte da sociedade e das ameaças crescentes para a categoria nesta conjuntura política e social. Mas uma orientação foi dada pela palestrante para motivar uma resistência da categoria.

 

“A esperança é um dos elementos do Projeto Ético-Político, porque ele é utópico. É necessário nós mantermos e alimentarmos a utopia do Projeto Ético-Político, porque a luta é constante e diária na nossa prática profissional e nas relações com todos. Por isso nosso projeto é societário. Vai além do projeto profissional. Não podemos ser assistentes sociais só no espaço profissional”, disse Silvânia Queiroz.

 

Mas para entender a ética profissional é necessário assimilar os fundamentos do ser social, conforme a palestrante do curso. “O trabalho (do assistente social) enquanto categoria central vai produzir e reproduzir relações sociais. Só vamos compreender a perspectiva do fundamento da nossa ética profissional se olharmos como construção do processo sócio histórico do trabalho”, explicou.

 

 

Reformulado em 1993, o Código de Ética do/a Assistente Social passou a determinar o comportamento dos profissionais da área, a partir de princípios e valores, em relação aos usuários, instituições, outros profissionais e a Justiça, relembrou Silvânia. “O valor central do nosso Projeto Ético-Político é a liberdade, que se liga à democracia, a equidade, a justiça social e a superação do capitalismo”, completou.

 

Já no período da tarde, o Módulo 2: Ética e Trabalho Profissional ampliou as discussões do 8º Curso Ética em Movimento. “A Lei de Regulamentação, o Código de Ética e as Diretrizes Curriculares fundamentam nossa direção social”, disse a palestrante. “Mas o Projeto Ético-Político se torna distante quando temos o impacto da diferença entre a prática e a teoria (na atuação profissional como assistente social), como ocorre na ausência de condições de trabalho adequadas”, exemplificou.

 

A conselheira do CRESS do Amazonas enfatizou que a atuação profissional do/a assistente social implica no fortalecimento do projeto societário. “Não existe neutralidade na nossa atuação, não tem como existir neutralidade dentro de uma relação dialética contraditória, que é o estabelecimento das duas faces na sociedade. Nossa atuação vai se realizar em um dos projetos de sociedade. Ou de ruptura ou de legitimação (do projeto da classe trabalhadora)”, declarou.

 

 

Ainda conforme Silvânia Queiroz, o conservadorismo em sociedade traz um projeto de dominação burguês e a inversão de valores camufla uma realidade de desigualdades sociais. “Se cria uma distorção da realidade, porque a defesa ao meio ambiente, por exemplo, vira radicalismo (em uma visão conservadora). É uma tentativa de criminalizar, de colocar um ponto na polarização (da sociedade)”, afirmou.

 

E para fechar o primeiro dia do Curso Ética em Movimento de 2019, nesta sexta-feira (16), uma nova dinâmica entre os profissionais foi utilizada pela conselheira do CRESS/AM. Dividindo os participantes em três grupos, cada equipe apresentou seus conhecimentos sobre os três fundamentos do trabalho do serviço social: as dimensões ético-política, técnica-operativa (instrumentalidade) e teórico-metodológica. Uma grande contribuição e enriquecimento cooperativo dentro do evento, que se encerra neste sábado (17) com mais dois módulos – Ética e Direitos Humanos (Módulo 3) – e um novo trabalho em grupo, mas com a temática Ética e Instruções Processuais (Módulo 4).

 

 

 

 

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