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 Abertura do Encontro Descentralizado do Norte foca nas crises do Brasil


  19/07/2019



 

O Encontro Descentralizado da Região Norte abriu o ciclo de dois dias de debates, em Manaus, nesta sexta-feira (19) à noite, com um discurso crítico ao desmantelamento dos direitos trabalhistas e sociais no País. Com o tema ‘As dores e as cores da resistência nos mobilizam e nos fazem mais fortes’, a abertura do evento, organizado pelo CRESS do Amazonas em parceria com o CFESS, no Hotel Quality, no bairro Adrianópolis, zona centro-sul da cidade, teve como porta-voz a conselheira do CFESS, Mauricléia Santos.

 

Mediadora da temática do Encontro na Mesa de Conjuntura, a presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Amazonas (CRESS 15ª Região/AM), Andréia Cavalcante, se emocionou ao relembrar os desafios da gestão. Em sua fala de apresentação diante dos representantes e membros dos CRESS da Região Norte, ela explicou o motivo de seguir na luta pelo fortalecimento da categoria dos profissionais da área.

 

“Se destrói as políticas públicas, se destrói o cerne da nossa profissão. Temos muitas responsabilidades e o que nos prende no CRESS é o compromisso. Não tem sido fácil, é muita cobrança e por isso agradeço a diretoria (do CRESS 15ª Região/AM)”, declarou visivelmente emocionada a presidente do CRESS do Amazonas.

 

Integrante da Comissão de Ética e Direitos Humanos do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), a conselheira Mauricléia Santos resolveu fazer um retrospecto socioeconômico e político sobre a temática do Encontro Descentralizado. Críticas às políticas de regressão aos direitos dos trabalhadores e minorias pelo governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) direcionaram o discurso da palestra.

 

 “Enfrentar as contradições postas nesta conjuntura não é uma tarefa fácil. Mas é fundamental que nos organizemos e de antemão aviso que tem resposta sim e tem saída”, destacou com otimismo Mauricléia antes de desenhar um cenário desolador de ataques aos direitos básicos dos trabalhadores e explicar as origens do aprofundamento das crises econômica, social e política no Brasil. “Muitas vezes esperamos respostas, mas as respostas são construídas coletivamente”, pontuou.

 

A conselheira do CFESS foi enfática ao classificar a gestão de Bolsonaro como ‘ultrarreacionário e improvisado’. “Não estava nos planos dos principais setores da burguesia (a ascensão e escolha de Jair Bolsonaro para a presidência do Brasil), ele é um produto das contradições da realidade  e da profunda crise do País e do mundo capitalista e do impasse e divisão da burguesia diante da crise”, definiu Mauricléia Santos.

 

A polarização das lutas de classes e baixa confiança nas democracias representativas, conforme a palestrante do Encontro, explica as vitórias em eleições presidenciais de setores populistas e de extrema direita em vários países do mundo, além do Brasil, como nos Estados Unidos, com Donald Trump.

 

Em um ponto da palestra, Mauricléia Santos alertou sobre o crescimento da recessão econômica, que teve como consequências a desativação de várias multinacionais no País e elevação do desemprego, e os processos de privatizações das estatais, a partir da década de 90. Ela também mencionou o preocupante avanço do desmatamento em 7.900 km² da Região Amazônicas, em 2018, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

“Em 2017, o Brasil foi rebaixado a exportador de alimentos, matérias-primas e energia. As multinacionais dominaram 70% do agronegócio e os grandes bancos mundiais dominaram 57% do sistema financeiro brasileiro. Isso causou a destruição massiva de forças produtivas e se sustenta pelo aumento do emprego e subemprego”, declarou a conselheira ao citar, posteriormente, que a dívida pública no Brasil chegou a R$ 6 trilhões.

 

E após mencionar dados negativos para a classe trabalhadora do País, Mauricléia afirmou no encerramento da palestra que a politização da sociedade será necessária para alcançar um passo novo sobre o status quo. “Nossa estratégia deve ser a transformação social do Brasil pela via revolucionária, garantindo uma verdadeira independência nacional e a ruptura com o sistema capitalista, com um Brasil socialista”, propôs a conselheira do CFESS.

 

E na sequência da programação do Encontro Descentralizado, neste sábado (20), a partir das 9h, serão realizadas as discussões sobre as deliberações e planejamentos do Conjunto CFESS-CRESS sobre as realidades dos Conselhos Regionais de Serviço Social. Em seguida, no período da noite ocorrerá uma avaliação e encaminhamentos finais sobre o evento em preparação para o 48º Encontro Nacional CFESS-CRESS, em Belém (PA), no mês de setembro.

 

 

Conselho Regional de Serviço Social do Amazonas (CRESS 15ª Região/AM)

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